EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE MICRODRENAGEM NA ALTA BACIA DO CÓRREGO PINDAÍBA EM GOIÂNIA (GO)

Autores

  • Daniele Rosa da Silva Universidade Federal de Goiás
  • Karla Maria Silva de Faria Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.22411/1602.04

Palavras-chave:

Erosão. Escoamento. Hidrologia. Microdrenagem. Urbano.

Resumo

As áreas urbanas brasileiras apresentam recorrentemente problemas, como alagamentos, inundações, processos erosivos. Em Goiânia, capital do estado de Goiás, projetos ambientais, como o Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns, realizaram recuperação de degradações ambientais e a requalificação urbana com implantação de infraestrutura adequada, entretanto, em uma das nascentes principais da área alvo do projeto existe histórico processo erosivo em acelerado processo de evolução para o qual questiona se sua existência estaria associada a atuação remotamente da nascente ou influência externa do sistema de microdrenagem. O objetivo deste trabalho foi o de identificar a eficácia do sistema de microdrenagem drenagem da área de influência direta do Córrego Pindaíba, onde localiza-se a erosão. Os procedimentos metodológicos envolveram uso de Modelo Digital do Terreno para delimitação da zona de influência direta dos escoamentos superficiais, definição de chave de classificação para avaliar função e eficiência da microdrenagem e visitas em campo. Os resultados apontaram ineficiência do sistema de microdrenagem da área (90% das bocas de lobo estão comprometidas); o escoamento superficial nos arruamentos não é coletado e é direcionado para o processo erosivo. O mapeamento da eficácia do sistema de microdrenagem torna-se um produto para atuação do poder público para solução da problemática.

Referências

BIDONE, F. R. A.; TUCCI, C. E. M. (org.). Microdrenagem. In: TUCCI, C. E. M; PORTO, Rubem La Laina; BARROS, Mário Thadeu de (org.). Drenagem Urbana: Coleção ABRH de Recursos Hídricos. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1995. Cap. 3. p. 77-91.

CARNEIRO, A. F. S.; FARIA, K. M. S.; SOARES NETO, G. B. Identificação de processos erosivos em imagens de alta resolução no município de Goiânia. Os Desafios da Geografia Física na Fronteira do Conhecimento, [S.L.], p. 5697-5702. Instituto de geociências – UNICAMP,2017. DOI: http://dx.doi.org/1020396/sb gfa.v1i2017.2265. Disponível em: https://ocs.ige.unicamp.br/ojs/sbgfa/article/view/2265. Acesso em: 03 ago. 2022.

FARIAS, M. H. M. Avaliação da Eficácia do Sistema de Drenagem Urbana na Avenida Canaã - Ariquemes/RO. 2020. 49 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Civil, Faculdade de Educação e Meio Ambiente - Faema, Ariquemes/Rondônia, 2020. Disponível em: https://repositorio.faema.edu.br/handle/1 23456789/2781. Acesso em: 22 ago. 2022.

Lei Nº 9123, de 28 de dezembro de 2011. Cria os Parques Integrantes do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns – PUAMA. Goiânia. Disponível em: https://www.goiania.go.gov.br/html/gabinete_civil/sileg/dados/legis/2011/lo_20111228_000009123.pdf. Acesso em: 12 jul. 2022.

GOOGLE EARTH PRO (comp.). Erosão Nascente do Pindaíba. 2002-2022. Disponível em: https://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/versions/. Acesso em: 19 ago. 2022.

GONÇALVES, M. S; MEZZOMO, M. D. M.; GONÇALVES, M. S. A Bacia Hidrográfica e as Nascentes. In: Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR (Brasil) (org.). Nascentes riscos e impactos. 22. ed. Campo Mourão. 2020. p. 4-6.

MATHIAS, D. T.; LUPINACCI, C. M.; NUNES, J. O. R. Identificação dos fluxos de escoamento superficial em área de relevo tecnogênico a partir do uso de modelos hidrológicos em SIG. Sociedade & Natureza, [S. l.], v. 32, p. 820-831, 2020. DOI: 10.14393/SN-v3220 20-49431. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/article/view/49431. Acesso em: 1 set. 2022.

MENEZES, P. R. A. Avaliação do Sistema de Microdrenagem Urbana no Entorno JD. Botânico de Goiânia. 2016.

NASCIMENTO, M. L. Erosões Urbanas Em Goiânia. Boletim Goiano de Geografia, [S.L.], v. 14, n. 1, p. 76-101, 16 jul. 2008. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/arti cle/v iew/4334. Acesso em: 03 mar. 2021.

NICOLAU, R. de F.; FARIA, K. M. S. de; MOMOLI, R. S. Análise integrada da eficiência da microdrenagem e evolução do uso do solo em área urbana. Revista Ibero-Americana de Ciências Ambientais, [S.L.], v. 12, n. 8, p. 553-567, 22 ago. 2021.

VIEIRA, V. T.; CUNHA, S. B. da. MUDANÇAS NA REDE DE DRENAGEM URBANA DE TERESÓPOLIS (RIO DE JANEIRO). In: GUERRA, Antonio José Teixeira; CUNHA, Sandra Baptista da (org.). Impactos Ambientais Urbanos no Brasil. 12. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2018. Cap. 3. p. 111-145.

RIBEIRO, E. I. S.; BRITO, F. S. L.; MENDONÇA, A. P. G.; DUARTE, J. M; ROSÁRIO, K. K. L. do; SILVA, R. C. B. Verificação da Eficiência do Sistema de Drenagem Urbana de Águas Pluviais em Área de Ocupação Espontânea. p. 576-586 . In: São Paulo: Blucher, 2017. Disponível em: https://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/verificaoda-eficincia-do-sistema-de-dren agem-urbana-de-guas-pluviais-em-rea-de-ocupao-espontnea-26728. Acesso em: 22 ago. 2022.

SANTOS, R. M. M. dos. Caracterização Geotécnica e Análise do Processo Evolutivo das Erosões no Município de Goiânia. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil), Universidade de Brasília, 1997.

SANTOS JUNIOR, O. A. dos; MONTANDON, D. T. Síntese Desafios e Recomendações. In: SANTOS JUNIOR, O. A. dos; MONTANDON, D. T (org.). Os Planos Diretores Municipais Pós - Estatuto da Cidade: balanço crítico e perspectivas. Rio de Janeiro: Letra Capital Editora, 2011. p. 28.

SOUZA, V. C. B. Gestão urbana no Brasil: desafios para a sustentabilidade. Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais (GESTA), v. 1, n. 1, p. 57-72, 2013. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/gesta/article/view/7105. Acesso em: 12 jul. 2022.

TERNAN, J. L.; WILLIAMS, A. G.; ELMES, A.; FITZJOHN, C. The effectiveness of bench‐ terracing and afforestation for erosion control on Raña sediments in central Spain. Land Degradation & Development, v. 7, n. 4, p. 337-351, 1996. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/(SICI)1099-145X(199612)7:4%3C337::AID-LDR238%3E3.0.CO;2-G. Acessado em: 01 set. 2022.

TUCCI, C. E. M. Gestão da drenagem urbana. Brasília: Cepal. Escritório no Brasil/Ipea, 2012. 50 p. Disponível em: https://www.cepal.org/sites/default/files/publication/fi les/38004/LCBRSR274_pt.pdf. Acesso em: 12 jul. 2022.

WOODS-BALLARD, B. The SuDS Manual. 5. ed. London: CIRIA, 2015. Disponível em: https://www.unisdr.org/preventionweb/files/49357_ciriareportc753thesudsmanualv5.comp.pdf. Acesso em: 13 de julho 2022.

Downloads

Publicado

2024-07-03

Como Citar

da Silva, D. R., & Silva de Faria, K. M. (2024). EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE MICRODRENAGEM NA ALTA BACIA DO CÓRREGO PINDAÍBA EM GOIÂNIA (GO). REDE - Revista Eletrônica Do PRODEMA, 16(2). https://doi.org/10.22411/1602.04